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	<title>Novo na Rede &#187; Literatura</title>
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		<title>Causos e Contos: Uma Refer&#234;ncia ao Bom Humor</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 11:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Causos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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</center></p><p>Causos, nascem à beira do fogão a lenha. De preferência com a chapa cheio de pinhão. Ou em roda de chimarrão, que passa de mão em mão, ou a partir da segunda rodada daquela que desce redondo. Ou da branquinha maldita que rasga a goela nos happyhour de qualquer sexta feira. Enquanto são esvaziados copos e cuias, se saboreia um nutritivo tubérculo como tira gosto. Então, alguém começa a narração de uma pequena passagem, uma pequena história ou estória, verídica ou floreada com dizeres regionais típicos, oriundos do jeito de falar do povo mais humilde deste imenso país. &#160; Causos e Contos Quem nasceu e até quem não nasceu entre as décadas de 40 e 50 em uma dessas longínquas cidadezinhas do interior do Brasil, sabe do rumo da prosa. Os personagens, na maioria das vezes são reais. Eles fazem parte do folclore da cidade, ali nasceram se criaram e foram os precursores dos causos. Por serem exclusivamente engraçados, os causos, permanecem na memória da comunidade e em qualquer reunião trivial são novamente narrados, provocando o riso descontraído. Eles contém uma singularidade marcante. Trazem os costumes e o sotaque peculiar do homem interiorano muito diferente conforme a região do país. Quem não reconhece pela fala um nordestino ou um gaúcho? Assim, os causos formaram um universo de pequenas narrações que sempre ajudaram a manter o bom humor de um grupo enquanto reunido, com objetivo de descontrair. Ou para dissipar o stress e “soltar as bolinhas” da tensão do dia a dia, como dizem por aqui. Na ocasião, alguém resolve tornar esses causos mais longos e mais interessantes, dando-lhes o status de conto. Adicionando ingredientes como fatalidade e tristeza, e eles&#160; passam a compor a vasta modalidade de Literatura consagrada nos confins do Brasil. Depois de passar pela música, pelo humor, causos consagrados por grandes artistas como Rolando Boldrin e Chico Anísio, com o famigerado &#34;Pantaleão&#34;, chega com toda sua magia também aos Blogs. É o caso do Tabuí e seus causos, escrito com maestria e talento por Eurico de Andrade. O profissional que labuta em uma das mais nobres atividades, a Agricultura, resolve assumir em definitivo uma das suas virtudes, e tornando-se blogueiro, reescreve causos disseminados pela sabedoria popular, transformando muitos deles em contos muito bem escritos. Cuja coletânea muito em breve pretende transformar em livro. Para confirmar o que eu digo, transcrevo um dos seus “causos” postado em seu Blog: Raimundo Barbeiro entra na agulha. &#160;&#160;&#160;&#160; Chegou dia de Raimundo Barbeiro tomar a vacina contra a gripe, à qual o povo dava o nome de vacina dos véio. Bem magrilim, foi animadim procurar a esposa, pensando em dar uma bisoiada na enfermeira loira do hospital.&#160;&#160;&#160;&#160; &#160;&#160;&#160;&#160; - Muié, cadê minha cardeneta? &#160;&#160;&#160;&#160; - Tá na gaveta embadapia, home! &#160;&#160;&#160;&#160; Raimundo tinha as coisas em ordem. Na caderneta, as anotações com relação à sua saúde, da qual cuidava com todo o esmero. Na fila do arremedo de hospital que havia em Tabuí, nosso herói era amigo de quase todo mundo &#8230; <a href="http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/07/causos-e-contos-uma-referncia-ao-bom-humor/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>]]></description>
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</center></p><p><img style="border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto" border="0" alt="Causos e Contos: Uma Referência ao Bom Humor" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/caipira02.jpg" width="560" height="300" /> </p>
<p align="justify">Causos, nascem à beira do fogão a lenha. De preferência com a chapa cheio de pinhão. Ou em roda de chimarrão, que passa de mão em mão, ou a partir da segunda rodada daquela que desce redondo. Ou da branquinha maldita que rasga a goela nos happyhour de qualquer sexta feira. </p>
<p align="justify">Enquanto são esvaziados copos e cuias, se saboreia um nutritivo tubérculo como tira gosto. Então, alguém começa a narração de uma pequena passagem, uma pequena história ou estória, verídica ou floreada com dizeres regionais típicos, oriundos do jeito de falar do povo mais humilde deste imenso país.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>Causos e Contos</h3>
<p align="justify">Quem nasceu e até quem não nasceu entre as décadas de 40 e 50 em uma dessas longínquas cidadezinhas do interior do Brasil, sabe do rumo da prosa. Os personagens, na maioria das vezes são reais. Eles fazem parte do folclore da cidade, ali nasceram se criaram e foram os precursores dos causos. Por serem exclusivamente engraçados, os causos, permanecem na memória da comunidade e em qualquer reunião trivial são novamente narrados, provocando o riso descontraído. Eles contém uma singularidade marcante. Trazem os costumes e o sotaque peculiar do homem interiorano muito diferente conforme a região do país. Quem não reconhece pela fala um nordestino ou um gaúcho?</p>
<p align="justify">Assim, os causos formaram um universo de pequenas narrações que sempre ajudaram a manter o bom humor de um grupo enquanto reunido, com objetivo de descontrair. Ou para dissipar o stress e “soltar as bolinhas” da tensão do dia a dia, como dizem por aqui.</p>
<p align="justify">Na ocasião, alguém resolve tornar esses causos mais longos e mais interessantes, dando-lhes o status de conto. Adicionando ingredientes como fatalidade e tristeza, e eles&#160; passam a compor a vasta modalidade de Literatura consagrada nos confins do Brasil.</p>
<p align="justify">Depois de passar pela música, pelo humor, causos consagrados por grandes artistas como Rolando Boldrin e Chico Anísio, com o famigerado &quot;Pantaleão&quot;, chega com toda sua magia também aos Blogs. </p>
<p align="justify">É o caso do Tabuí e seus causos, escrito com maestria e talento por Eurico de Andrade. O profissional que labuta em uma das mais nobres atividades, a Agricultura, resolve assumir em definitivo uma das suas virtudes, e tornando-se blogueiro, reescreve causos disseminados pela sabedoria popular, transformando muitos deles em contos muito bem escritos. Cuja coletânea muito em breve pretende transformar em livro.</p>
<p align="justify">Para confirmar o que eu digo, transcrevo um dos seus “causos” postado em seu Blog: </p>
<p align="justify"><i>Raimundo Barbeiro entra na agulha</i>. </p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; Chegou dia de Raimundo Barbeiro tomar a vacina contra a gripe, à qual o povo dava o nome de vacina dos véio. Bem magrilim, foi animadim procurar a esposa, pensando em dar uma bisoiada na enfermeira loira do hospital.&#160;&#160;&#160;&#160; </p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - Muié, cadê minha cardeneta?</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - Tá na gaveta embadapia, home!</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; Raimundo tinha as coisas em ordem. Na caderneta, as anotações com relação à sua saúde, da qual cuidava com todo o esmero. Na fila do arremedo de hospital que havia em Tabuí, nosso herói era amigo de quase todo mundo e batia papo com um e com outro enquanto esperava sua vez de entrar na agulha. Entrega sua caderneta pra uma moreninha de branco e fica de butuca esperando ela chamar seu nome. Niqui chega a hora, a moça olha pra ele com o rabo do olho e, parecendo assustada, comenta alguma coisa com a colega loira - a paixão do Raimundo. Olha pra ele de novo e faz um gesto de dúvida. Até que pergunta:</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - Foi aqui memo que o sinhô tomô a úrtima vacina?</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; A pergunta aziou o Raimundo Barbeiro. Já tão creno que tô caduco! Isso é o que dá, botá aqui essas moça que nem sabe lê direito, pensou ele.</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - É craro que foi, uai! Causdiquê só vacino aqui, ô sá!</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - Como é memo o nome do sinhô?</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - É Remundo, muié! - respondeu ele, pronto para apelar.</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - Mas é c'aqui tá iscrito vacina anti-rábica e seu nome num é Sadan Houssein?!!!</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; Raimundo baixou a cabeça, sem saber onde colocar a cara, tamanha a vergonha que passou, na frente da turma e vendo a enfermeira loirinha dar uma gargalhada. Só aí é que descobriu que pegara o documento na gaveta errada, a do cachorro. Sua desculpa, com sorriso amarelo, falando baixinho no ouvido da enfermeira moreninha, foi:</p>
<p align="justify">&#160;&#160;&#160;&#160; - É a droga da minha muié, uai! Ela só apronta bagunça naquela casa, sô!&#160; </p>
<p align="justify">Como disse José Saramago, &quot;se o blog é um espaço para a reflexão, não deve surpreender que ilumine aquele que o escreve&quot;. Neste &quot;causo&quot;, o Eurico propaga o bom humor, que a meu ver é uma virtude. E como tal deve ser cultivado.</p>
<p align="justify">Breve retorno sobre o assunto, falando de outro escritor e seus &quot;causos&quot;. Refiro-me ao prezado amigo também blogueiro, Rui Morel, criador do Blog &quot;Aprendendo por aí&quot;. </p>
<p><em>Imagem: <a href="http://blig.ig.com.br/foxlose/2009/02/01/causo-mineiro/" rel="nofollow"  target="_blank">Megamania</a></em></p>
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		<title>O Dif&#237;cil Caminho do Perd&#227;o</title>
		<link>http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/05/o-difcil-caminho-do-perdo/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 11:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão]]></category>

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</center></p><p>Em uma rápida consulta à minha pequena biblioteca, me deparei com um livro publicado em 2004 cujo título é – O caminho do perdão. Por tratar-se de um assunto muito delicado, envolvendo nosso relacionamento com as pessoas, pude verificar novamente que seu conteúdo é realmente importantíssimo. &#160; Quem magoa mais? Qual é a importância do perdão? Os autores respondem essas e outras indagações e explicam por que a mágoa contribui para nossa infelicidade e nos levam a compreender que o exercício do perdão é o único antídoto contra a mágoa e todos os vínculos emocionais negativos. Como a tristeza, o rancor, e a depressão. Concordo plenamente que é muito difícil perdoar uma pessoa, principalmente quando esta pessoa é depositária de nossa inteira confiança e respeito. Geralmente a gente ouve – eu perdoo, mas não esqueço – essa é uma atitude normal posto que somos seres imperfeitos. Porém, esse é um dos maiores obstáculos para perdoar de verdade e livrar-se de todos os fantasmas impostos pela mágoa. Essa atitude nos leva a permanecer no estado mórbido de rancor, e no sentimento de vingança tão prejudicial a nossa própria felicidade. É aquela velha história, tomamos o veneno na esperança de que a outra pessoa morra. &#160; Pesquisa Para escrever sobre o perdão, Marcelo Peruzzo e Milton Malanski realizaram uma pesquisa com 2021 usuários da internet, todos maiores de 18 anos, e de diferentes camadas socioeconômicas. A intenção era mapear quem é que magoa mais em nosso país. Aqui encontraram uma contradição ao senso comum, &#34;segundo o qual os problemas de relacionamento surgem depois do casamento – dedução expressada na célebre frase de Victor Hugo – O amor abre parênteses; o casamento fecha – os namorados são os campeões da mágoa no Brasil.&#34; Sexo – A pesquisa indicou que os homens (57,39%) magoam mais que as mulheres (42,60%). Trabalho – No âmbito profissional também os homens (18,85%) vencem as mulheres (13,22%). Namoro – Os namorados&#160; magoam (3,39%) mais que as namoradas. País – O pai magoa (6,78%) mais que a mãe. Irmãos – Aqui o destaque é para a região Nordeste. Lá, 10,53% da população se diz desgostosa com esse membro da família. Verificamos aqui dois pontos importantes: quem nos magoa é o próximo mais próximo. E o homem magoa mais que a mulher. No entanto, a alma da obra – O caminho do perdão -&#160; está na utilização de uma metodologia que trabalha com as vinte e uma personagens utilizadas para traçar o Ranking da mágoa, incluído Você. &#160; Diagramas Os autores utilizaram diversos diagramas cujo núcleo contém um número interligado com o personagem que deu origem à mágoa, ou que de alguma forma no convívio doméstico ou profissional, nos tenha magoado de forma mais marcante, mesmo que inconscientemente não desejasse fazê-lo. Este número corresponde à página de um episódio específico que ajudará no exercício do perdão dessa pessoa. Ao final da leitura do episódio se encontra um novo diagrama. Ali você procura a personagem que escolheu, então segue o novo núcleo &#8230; <a href="http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/05/o-difcil-caminho-do-perdo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>]]></description>
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</center></p><p align="justify"><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;float: none;margin-left: auto;border-top: 0px;margin-right: auto;border-right: 0px" border="0" alt="O Difícil Caminho do Perdão" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/perdao1.jpg" width="560" height="334" /> </p>
<p align="justify">Em uma rápida consulta à minha pequena biblioteca, me deparei com um livro publicado em 2004 cujo título é – <strong>O caminho do perdão</strong>. Por tratar-se de um assunto muito delicado, envolvendo nosso relacionamento com as pessoas, pude verificar novamente que seu conteúdo é realmente importantíssimo. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>Quem magoa mais? Qual é a importância do perdão? </h3>
<p align="justify">Os autores respondem essas e outras indagações e explicam por que a mágoa contribui para nossa infelicidade e nos levam a compreender que o exercício do perdão é o único antídoto contra a mágoa e todos os vínculos emocionais negativos. Como a tristeza, o rancor, e a depressão. </p>
<p align="justify">Concordo plenamente que é muito difícil perdoar uma pessoa, principalmente quando esta pessoa é depositária de nossa inteira confiança e respeito. Geralmente a gente ouve – eu perdoo, mas não esqueço – essa é uma atitude normal posto que somos seres imperfeitos. Porém, esse é um dos maiores obstáculos para perdoar de verdade e livrar-se de todos os fantasmas impostos pela mágoa. Essa atitude nos leva a permanecer no estado mórbido de rancor, e no sentimento de vingança tão prejudicial a nossa própria felicidade. É aquela velha história, tomamos o veneno na esperança de que a outra pessoa morra. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>Pesquisa</h3>
<p align="justify">Para escrever sobre o perdão, Marcelo Peruzzo e Milton Malanski realizaram uma pesquisa com 2021 usuários da internet, todos maiores de 18 anos, e de diferentes camadas socioeconômicas. A intenção era mapear quem é que magoa mais em nosso país. Aqui encontraram uma contradição ao senso comum, &quot;segundo o qual os problemas de relacionamento surgem depois do casamento – dedução expressada na célebre frase de Victor Hugo – O amor abre parênteses; o casamento fecha – os namorados são os campeões da mágoa no Brasil.&quot;</p>
<p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;float: none;margin-left: auto;border-top: 0px;margin-right: auto;border-right: 0px" border="0" alt="O Difícil Caminho do Perdão 1" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/clip_image002.jpg" width="305" height="485" /></p>
<p align="justify">Sexo – A pesquisa indicou que os homens (57,39%) magoam mais que as mulheres (42,60%).    <br />Trabalho – No âmbito profissional também os homens (18,85%) vencem as mulheres (13,22%).     <br />Namoro – Os namorados&#160; magoam (3,39%) mais que as namoradas.     <br />País – O pai magoa (6,78%) mais que a mãe.     <br />Irmãos – Aqui o destaque é para a região Nordeste. Lá, 10,53% da população se diz desgostosa com esse membro da família. </p>
<p align="justify">Verificamos aqui dois pontos importantes: quem nos magoa é o próximo mais próximo. E o homem magoa mais que a mulher. </p>
<p align="justify">No entanto, a alma da obra – O caminho do perdão -&#160; está na utilização de uma metodologia que trabalha com as vinte e uma personagens utilizadas para traçar o Ranking da mágoa, incluído Você. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>Diagramas</h3>
<p align="justify">Os autores utilizaram diversos diagramas cujo núcleo contém um número interligado com o personagem que deu origem à mágoa, ou que de alguma forma no convívio doméstico ou profissional, nos tenha magoado de forma mais marcante, mesmo que inconscientemente não desejasse fazê-lo. Este número corresponde à página de um episódio específico que ajudará no exercício do perdão dessa pessoa. Ao final da leitura do episódio se encontra um novo diagrama. Ali você procura a personagem que escolheu, então segue o novo núcleo (número) onde ela aparece e segue navegando.</p>
<p><img style="border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto" border="0" alt="O Difícil Caminho do Perdão 2" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/clip_image0025.jpg" width="408" height="278" /></p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>Um Manual Para o Exercício do Perdão</h3>
<p align="justify">O caminho do perdão, é um livro que pode ser considerado um verdadeiro manual para o exercício do perdão. Oferece uma leitura personalizada considerando a personagem que lhe magoou, em episódios específicos. O final de cada episódio leva à página de conclusão, que diz mais ou menos assim: </p>
<p align="justify">A mágoa e o perdão são questões pessoais, independentemente das circunstâncias. De um modo geral, nos magoamos quando esperamos que as pessoas de nosso convívio se comportem de uma forma e elas nos surpreendem agindo de forma contrária. À medida que o tempo passa e vamos adquirindo experiência percebemos que, quando nos aborrecemos transferimos para fora de nós a solução do problema, do nosso sofrimento. Enquanto não perdoamos, mantemos o sujeito que gostaríamos ver longe, bem perto de nós. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3>O Efeito da Mágoa</h3>
<p align="justify">O efeito da mágoa burla nossa sensatez. Através da pesquisa pode-se verificar que a tolerância e o perdão dizem respeito à maturidade. Sobretudo a maturidade espiritual que nos permite o controle emocional e mental. </p>
<p align="justify">Não temos como descobrir quantos em nosso convívio serão capazes de nos magoar. E nenhum de nós está livre de provocar igual sentimento em outra pessoa, mesmo que involuntariamente. </p>
<p align="justify">Quando perdoamos verdadeiramente, reassumimos a responsabilidade de nossos sentimentos e o controle da nossa vida. Só com o perdão nossas decisões passam a ser mais sensatas e corretas, estaremos livres de qualquer empecilho oriundos das cargas emocionais negativas. </p>
<p align="justify">Cada pessoa tem a liberdade da escolha de quais sementes irá plantar. Tanto na vida mental, familiar, profissional, social ou espiritual. É importante saber que estamos &quot;obrigados a colher o que tivermos cultivado.&quot; </p>
<p align="justify">As mágoas e suas conseqüências tem solução. Este livro (<strong>O caminho do perdão</strong>) nos mostra com eficácia os exercícios a serem feitos para tal. Porém a fórmula para desenvolvê-los e colocar em prática só nós possuímos.</p>
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		<title>Cavaleiros Templ&#225;rios &#8211; 700 Anos Depois</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 13:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Templários]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><center>
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</center></p><p>Nos últimos dez anos o mercado de obras literárias produziu uma quantidade enorme de livros que tem como tema principal as histórias e lendas sobre a mais poderosa organização militar religiosa que já existiu na face da terra.&#160; A fabulosa e intrigante história da Ordem dos pobres cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente Ordem dos Templários, começa na Idade Média em meados do ano de&#160; 1118 na cidade de Jerusalém, durante o período das Cruzadas. &#160; A história em poucas palavras Durante a segunda Cruzada e após várias derrotas para os islâmicos, nove nobres cavaleiros liderados por Hugo de Payns, que foi o último grão-mestre, dirigiram-se ao Papa para solicitar a licença para estabelecer a Ordem. A finalidade principal seria proteger os viajantes que se dirigiam à Terra Santa para orar e se converter ao Cristianismo, dos salteadores e &#34;infiéis&#34; islâmicos que então detiam o poder sobre a região. A Ordem obteve sucesso vertiginoso com as conquistas pelas batalhas empreendidas. Ganhou a confiança e a respeitabilidade do povo e dos reis da época. Estava sujeita somente ao Papa e possuía um patrimônio incalculável oriundo das doações de reis e terras conquistadas nas batalhas. O que suscitou a inveja do Rei de França, Felipe, o Belo, devedor dos Templários a quem lhes devia uma grande fortuna. Não demorou muito para que através de um ardiloso complô, entre o Papa, um inquisidor da época chamado Guilherme de Nogaret, preceptor do Rei, e o próprio Felipe, que ambicionava lançar mão dos bens dos Templários. O resultado fora um longo processo canônico, uma vez que a Ordem devia satisfações apenas ao Papa. O Rei Felipe acusara os Templários de heresia, uma falta considerada muitíssimo grave pela Igreja. Além disso,&#160; eram acusados de&#160; renegarem a Cristo, praticar cultos satânicos, e homossexualismo. O fato é que, Jacques de Molay e os mais importantes membros da Ordem foram condenados a morrer na fogueira. Na ocasião o Grão-mestre teria convocado o Papa que o abandonara, o Rei que o traíra, a comparecer dentro de um ano perante o Tribunal de Deus. Diante deste ocorrido e dos fatos narrados sobre a confissão dos Templários sob as mais violentas formas de tortura, favoreceram o surgimento de lendas e mitos que proliferam naqueles tempos e até os dias de hoje são objetos de exploração pelos diversos ramos da Mídia. Alguns autores a sentenciam como uma Ordem Secreta. &#160; Setecentos anos depois&#160; Sendo um aficionado pela fantástica história dos Templários, mesmo sem ter currículo condizente para dizer,&#160; há três tipos de escritores que se dedicam ao tema: os que contam a história de forma romanceada, mas nem por isso falsa; os escritores ligados de alguma forma às ditas Sociedades Secretas, posto que algumas se declaram herdeiras legítimas da filosofia templária; e os pesquisadores e pesquisadoras, que dão forma documental aos seus escritos. Além de encontrar dezenas e dezenas de Blogs que se dedicam a explorar a história,&#160; existem renomados escritores que se dedicam exclusivamente a divulgar fatos fidedignos &#8230; <a href="http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/05/cavaleiros-templrios-700-anos-depois/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>]]></description>
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</center></p><p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;float: none;margin-left: auto;border-top: 0px;margin-right: auto;border-right: 0px" border="0" alt="Cavaleiros Templários - 700 Anos Depois" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/templrios.jpg" width="560" height="407" /> </p>
<p align="justify">Nos últimos dez anos o mercado de obras literárias produziu uma quantidade enorme de livros que tem como tema principal as histórias e lendas sobre a mais poderosa organização militar religiosa que já existiu na face da terra.&#160; A fabulosa e intrigante história da Ordem dos pobres cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente Ordem dos Templários, começa na Idade Média em meados do ano de&#160; 1118 na cidade de Jerusalém, durante o período das Cruzadas. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3 align="justify">A história em poucas palavras</h3>
<p align="justify">Durante a segunda Cruzada e após várias derrotas para os islâmicos, nove nobres cavaleiros liderados por Hugo de Payns, que foi o último grão-mestre, dirigiram-se ao Papa para solicitar a licença para estabelecer a Ordem. A finalidade principal seria proteger os viajantes que se dirigiam à Terra Santa para orar e se converter ao Cristianismo, dos salteadores e &quot;infiéis&quot; islâmicos que então detiam o poder sobre a região.</p>
<p align="justify">A Ordem obteve sucesso vertiginoso com as conquistas pelas batalhas empreendidas. Ganhou a confiança e a respeitabilidade do povo e dos reis da época. Estava sujeita somente ao Papa e possuía um patrimônio incalculável oriundo das doações de reis e terras conquistadas nas batalhas. O que suscitou a inveja do Rei de França, Felipe, o Belo, devedor dos Templários a quem lhes devia uma grande fortuna.</p>
<p align="justify">Não demorou muito para que através de um ardiloso complô, entre o Papa, um inquisidor da época chamado Guilherme de Nogaret, preceptor do Rei, e o próprio Felipe, que ambicionava lançar mão dos bens dos Templários. O resultado fora um longo processo canônico, uma vez que a Ordem devia satisfações apenas ao Papa.</p>
<p>O Rei Felipe acusara os Templários de heresia, uma falta considerada muitíssimo grave pela Igreja. Além disso,&#160; eram acusados de&#160; renegarem a Cristo, praticar cultos satânicos, e homossexualismo.</p>
<p align="justify">O fato é que, Jacques de Molay e os mais importantes membros da Ordem foram condenados a morrer na fogueira. Na ocasião o Grão-mestre teria convocado o Papa que o abandonara, o Rei que o traíra, a comparecer dentro de um ano perante o Tribunal de Deus. Diante deste ocorrido e dos fatos narrados sobre a confissão dos Templários sob as mais violentas formas de tortura, favoreceram o surgimento de lendas e mitos que proliferam naqueles tempos e até os dias de hoje são objetos de exploração pelos diversos ramos da Mídia. Alguns autores a sentenciam como uma Ordem Secreta. </p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3 align="justify">Setecentos anos depois&#160; </h3>
<p align="justify">Sendo um aficionado pela fantástica história dos Templários, mesmo sem ter currículo condizente para dizer,&#160; há três tipos de escritores que se dedicam ao tema: os que contam a história de forma romanceada, mas nem por isso falsa; os escritores ligados de alguma forma às ditas Sociedades Secretas, posto que algumas se declaram herdeiras legítimas da filosofia templária; e os pesquisadores e pesquisadoras, que dão forma documental aos seus escritos.</p>
<p align="justify">Além de encontrar dezenas e dezenas de Blogs que se dedicam a explorar a história,&#160; existem renomados escritores que se dedicam exclusivamente a divulgar fatos fidedignos em relação aos Templários.&#160; É o caso por exemplo, do escritor Élize de Montagnac (História dos Cavaleiros Templários) e da&#160; Dra. Bárbara Frale (Os Templários). Bárbara, compôs a sua tese sobre os documentos do processo contra os Templários. Ela é oficial dos Arquivos Secretos do Vaticano. Em uma de suas obras, Ela anexa, uma cópia do documento original onde consta a Ata que se refere à absolvição dos Templários. O Papa, na época redime a Ordem de qualquer pecado que tenham praticado, porém em um Concílio, decreta a extinção da mesma.</p>
<p align="justify">Foi Barbara Frale que conduziu em Outubro de 2008, a divulgação e a distribuição de um reduzido número de exemplares, do documento chamado &quot;Pergaminho de Chinon&quot;, liberado pelo Vaticano ao público em geral. O fato foi divulgado amplamente pela Mídia nacional e internacional. Cada exemplar deste documento custaria R$ 15.000,00. Mas, sua obra a respeito é de 2004, e&#160; foi publicada aqui no Brasil pela Editora Madras, em 2007.</p>
<p align="justify">Há muito o que se descobrir. Neste caso, exclusivamente, à medida que novos documentos secretos vierem a ser liberados pelos arquivos secretos do Vaticano.&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>
<p><em>Imagem - </em><a href="http://www.caminhodesantiago.com/walter_jorge/santo_graal/15_santo_graal_xiv.htm" rel="nofollow"  target="_blank"><em>O Portal Peregrino</em></a></p>
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		<item>
		<title>Apparicio Torelly: O Supremo Esp&#237;rito do Humor Brasileiro</title>
		<link>http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/04/apparicio-torelly-o-supremo-esprito-do-humor-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 13:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Barão de Itararé]]></category>

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</center></p><p>Quem não conhece o trocadilho: &#34;Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra?&#34; Este e outros ditos bem humorados que andam na boca dos brasileiros, foram inventados por Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelly, um nome aparentemente sofisticado para quem se auto intitulou Barão de Itararé. Nome este que aparece em quase toda a Literatura humorística brasileira. Apporelly, o codinome que ele mesmo adotou, nasceu em 29 de janeiro de 1895 no interior do Rio Grande do Sul, numa cidade chamada Rio Grande. Sua mãe, uma índia charrua dera à luz dentro de uma carroça. Passou a sua infância num colégio interno dirigido por jesuítas alemães. Diante de toda aquela austeridade, aos 14 anos já revelava seu espírito humorístico criando o seu primeiro jornalzinho manuscrito, O Capim Seco. Segundo o historiador Augusto C. Buonicori, Torelly ao deixar o colégio foi estudar medicina em Porto Alegre. Desistira no quarto ano. Diz o historiador, que numa prova oral, um dos professores perguntou-lhe &#34;Conhece esse osso?&#34;, ele disse ainda não e apertou-lhe dizendo: &#34;Muito prazer em conhecê-lo&#34;. A partir daí, Apporelly dedica-se exclusivamente ao jornalismo humorístico. Em 1925 muda-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar no &#34;O Globo&#34;, e posteriormente no &#34;A Manhã&#34;.&#160; Ali passou a escrever uma coluna humorística intitulada &#34;A manhã tem mais...&#34;. Em menos de um ano fundou seu próprio periódico. Ironicamente chamado de&#160;&#160;&#160; &#34;A Manha - um órgão de ataque...de risos&#34;. Isso aconteceu em 13 de maio de 1926. &#34;Uma forma encontrada de homenagear a abolição da escravidão e a sua própria.&#34; Diz Buonicori, que apesar da grande aceitação do periódico, devido a uma crise financeira entre 1929-1930, este teve que circular como encarte do jornal Diário da Noite, de propriedade de Assis Chateaubriand. Nesta ocasião, Torelly se coloca ao lado dos revoltosos da Aliança Liberal, encabeçada por Getúlio Vargas. Aqui uma curiosidade. Em homenagem a Batalha que nunca aconteceu dentro da Revolução de 1930, foi que se auto intitulou Duque de Itararé. Rebaixando seu título para Barão de Itararé. Sua trajetória na vida pública e na política foi notória e polêmica. Seu espírito bem humorado se apresentava muitas vezes irônico. Seu alvo seria sempre a sociedade e os políticos. O que lhe rendeu muitas represálias e até uma segunda prisão por volta de 1935, durante o levante de Luis Carlos Prestes, como todos sabem o criador do primeiro partido comunista do Brasil. Dentre os companheiros de cela se encontrava o escritor brasileiro Graciliano Ramos, que em sua famosa obra Memórias de Cárcere, descreve seu convívio com o velho Barão. Certa vez, no ano de 1946 após o término da Segunda guerra mundial, Apparício Torelly, foi convidado por um grupo de amigos a dar uma conferência no Coliseu, em Santos (SP). Abordou com muito bom humor, como era próprio da sua personalidade, temas relativos às Ciências, Filosofia, história, moral. Na ocasião o fato foi registrado pelo jornal santista A Tribuna, reproduzido pelo site Novo milênio em Histórias e Lendas de Santos. Eis algumas frases pronunciadas &#8230; <a href="http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/04/apparicio-torelly-o-supremo-esprito-do-humor-brasileiro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>]]></description>
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</center></p><p><img style="border-bottom: 0px;border-left: 0px;float: none;margin-left: auto;border-top: 0px;margin-right: auto;border-right: 0px" border="0" alt="Apparicio Torelly: O Supremo Espírito do Humor Brasileiro" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/h0182a12.jpg" width="560" height="360" /> </p>
<p align="justify">Quem não conhece o trocadilho: &quot;Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra?&quot; Este e outros ditos bem humorados que andam na boca dos brasileiros, foram inventados por Apparicio Fernando de Brinkerhoff Torelly, um nome aparentemente sofisticado para quem se auto intitulou Barão de Itararé. Nome este que aparece em quase toda a Literatura humorística brasileira. </p>
<p align="justify">Apporelly, o codinome que ele mesmo adotou, nasceu em 29 de janeiro de 1895 no interior do Rio Grande do Sul, numa cidade chamada Rio Grande. Sua mãe, uma índia charrua dera à luz dentro de uma carroça. Passou a sua infância num colégio interno dirigido por jesuítas alemães. Diante de toda aquela austeridade, aos 14 anos já revelava seu espírito humorístico criando o seu primeiro jornalzinho manuscrito, O Capim Seco.</p>
<p align="justify">Segundo o historiador Augusto C. Buonicori, Torelly ao deixar o colégio foi estudar medicina em Porto Alegre. Desistira no quarto ano. Diz o historiador, que numa prova oral, um dos professores perguntou-lhe &quot;Conhece esse osso?&quot;, ele disse ainda não e apertou-lhe dizendo: &quot;Muito prazer em conhecê-lo&quot;.</p>
<p align="justify">A partir daí, Apporelly dedica-se exclusivamente ao jornalismo humorístico. Em 1925 muda-se para o Rio de Janeiro indo trabalhar no &quot;O Globo&quot;, e posteriormente no &quot;A Manhã&quot;.&#160; Ali passou a escrever uma coluna humorística intitulada &quot;A manhã tem mais...&quot;. Em menos de um ano fundou seu próprio periódico. Ironicamente chamado de&#160;&#160;&#160; &quot;A Manha - um órgão de ataque...de risos&quot;. Isso aconteceu em 13 de maio de 1926.</p>
<p align="justify">&quot;Uma forma encontrada de homenagear a abolição da escravidão e a sua própria.&quot;</p>
<p align="justify">Diz Buonicori, que apesar da grande aceitação do periódico, devido a uma crise financeira entre 1929-1930, este teve que circular como encarte do jornal Diário da Noite, de propriedade de Assis Chateaubriand. Nesta ocasião, Torelly se coloca ao lado dos revoltosos da Aliança Liberal, encabeçada por Getúlio Vargas. Aqui uma curiosidade. Em homenagem a Batalha que nunca aconteceu dentro da Revolução de 1930, foi que se auto intitulou Duque de Itararé. Rebaixando seu título para Barão de Itararé. </p>
<p align="justify">Sua trajetória na vida pública e na política foi notória e polêmica. Seu espírito bem humorado se apresentava muitas vezes irônico. Seu alvo seria sempre a sociedade e os políticos. O que lhe rendeu muitas represálias e até uma segunda prisão por volta de 1935, durante o levante de Luis Carlos Prestes, como todos sabem o criador do primeiro partido comunista do Brasil. Dentre os companheiros de cela se encontrava o escritor brasileiro Graciliano Ramos, que em sua famosa obra Memórias de Cárcere, descreve seu convívio com o velho Barão.</p>
<p align="justify">Certa vez, no ano de 1946 após o término da Segunda guerra mundial, Apparício Torelly, foi convidado por um grupo de amigos a dar uma conferência no Coliseu, em Santos (SP). Abordou com muito bom humor, como era próprio da sua personalidade, temas relativos às Ciências, Filosofia, história, moral. Na ocasião o fato foi registrado pelo jornal santista A Tribuna, reproduzido pelo site Novo milênio em <a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0182a.htm" rel="nofollow"  target="_blank">Histórias e Lendas de Santos</a>. Eis algumas frases pronunciadas pelo Barão durante a conferência:</p>
<p align="justify">&quot;Falarei completamente à vontade, sem nenhum receio de ridículo ou de crítica. Se gaguejar, a culpa não será da falta de vocabulário. Não existe no Brasil falta de vocabulário. O que existe é falta de alimentos e vestuário...&quot;</p>
<p align="justify">&quot;Aqui estou para falar a verdade... Mas, o que é a verdade , nestes tempos de transformação?... O homem modifica até seus princípios básicos...As verdades mudam conforme os pontos-de-vista... E existem pontos-de-vista extremamente absurdos...&quot; </p>
<p align="justify">&quot;Muitas vezes já tenho sido comparado a homens notáveis. Já tenho sofrido alguns elogios e comparações absolutamente ofensivas. Por exemplo comparam-me a Bernard Shaw. Eu repilo essa comparação, por depreciativa. Bernard Shaw é um velho miserável, de longas barbas que na usa gravata, nem colarinho, por economia. Eu tenho barbas, mas minha gravata é visível...Se continuarem a me chamar de Bernard Shaw do Brasil, irei exigir que chamem também Bernard Shaw o Barão de Itararé da Inglaterra...&quot;</p>
<p align="justify">&quot;Augusto Comte, filósofo que há pouco citei – dizia que aos poucos os vivos são cada vez mais governados pelos mortos. E eu emendo o acatado filósofo afirmando que os vivos são cada vez mais governados pelos mais vivos...&quot;</p>
<p align="justify">Ao enumerar e definir as ciências citou: </p>
<p align="justify">A Astronomia, a Física, a Química, a Biologia, e a Sociologia, como base necessária para a procura da verdade. Por fim, a Moral, que ensina como os seres vivos devem se comportar para bem viver.</p>
<p align="justify">O humorista se declarou contra a classificação dos três reinos da Natureza. &quot;E o reino da Grã-Bretanha?&quot;, perguntou. &quot;E o Reino do Sião?&quot;... &quot;Os reinos são muitos, mais de três, mais de dez, mais de mil...&quot;</p>
<p align="justify">&quot;A Tolerância é a principal das virtudes. Tenhamos as nossa verdades, mas saibamos respeitar as verdades do próximo. É verdade, sem dúvida, que cinco mais cinco são dez, mas oito mais dois também são. E sete mais três também. Dá muitos caminhos diferentes para uma só verdade. A verdade depende principalmente da nossa posição no tempo e no espaço, e dos nossos miseráveis sentidos...&quot;</p>
<p align="justify">Na conferência, Apparício falou ainda sobre Pauster e Marx. Faz crítica ao Lucro e ao Capital e explicou que na Paz o Capitalismo e o Socialismo podem ter entendimentos, como tiveram nos tempos de guerra.</p>
<p align="justify">Prossegue seu discurso discorrendo ainda sobre cultura e diversos outros assuntos, que deixo de mencionar para não se alongar muito e deixar este texto muito enfadonho. </p>
<p align="justify">A marcante influência que exercera Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly na literatura humorística do Brasil, é sentida notadamente em suas frases imortalizadas e trocadilhos que até hoje se ouve por aí, e até circulam em PPS através do correio eletrônico. Cito apenas alguns para relembrar: </p>
<ul>
<li>De onde menos se espera, daí é que não sai nada. </li>
<li>Quem empresta, adeus... </li>
<li>Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. </li>
<li>Quando pobre come frango, um dos dois está doente. </li>
<li>Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo. </li>
<li>Cleptomaníaco: ladrão rico. Gatuno: cleptomaníaco pobre. </li>
<li>Viúva rica, com um olho chora e com o outro se explica. </li>
<li>Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga. </li>
<li>Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado. </li>
<li>O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. </li>
</ul>
<p align="justify">O Barão de Itararé no final dos seus dias, viveu sozinho em um apartamento no Rio de Janeiro, dedicando-se a &quot;horóscopos biônicos&quot; e &quot;quadrados mágicos&quot;. Faleceu aos 76 anos de idade em 27 de novembro de 1971.</p>
<p><em>Imagem: </em><a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0182a.htm" rel="nofollow"  target="_blank"><em>Novo Milênio</em></a></p>
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		<title>Egr&#233;gora: Voc&#234; Sabe o Que &#233; Isso?</title>
		<link>http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/03/egrgora-voc-sabe-o-que-isso/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 21:38:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Egrégora]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><center>
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</center></p><p>Olá! Me chamo Guaraci Celso Primo, mas pode me chamar de Guara. Sou Bacharel em Administração, ex-previdência e ex-BB. &#34;Obcecado pela verdade e com pretensão de ser útil de&#160; alguma forma. Gosto de literatura, cinema, futebol, humor e filosofia&#34;, criador e editor do Blog do Guara e a partir de hoje estarei aqui no Novo na Rede para falar sobre Literatura. E para começar vamos falar sobre: &#160; Egrégoras Quando se reúnem duas ou mais pessoas com a mesma finalidade, com um objetivo definido e uma meta comum, é quase certo que um resultado positivo aparecerá. A concentração mental positiva e a energia individual de cada pessoa, somada a das outras formará uma aura criadora. O resultado será a concretização do objetivo proposto, conforme a vontade e a intensidade mental de cada participante do grupo. Inevitavelmente o ser humano estará envolvido solidariamente a alguma ação coletiva em todas as atividades sociais. A somatória da energia física e mental existente nas empresas, nas instituições, nos hospitais, nas escolas, nas igrejas, nos clubes, em fim onde existe um certo número de pessoas concentradas em uma única e qualquer atividade, resultará no fenômeno que a Ciência chama de Egrégora. Que será tão grande quanto for a vontade e a força mental de cada pessoa, nos diversos agrupamentos. O termo Egrégora provém do grego &#34;Egregoroi&#34;, &#34;significando envolvimento, estado de espírito resultante de fatores internos e externos. Música, odor, misticismo, em suma a conjugação de diversos fatores criando no indivíduo um estado emocional próprio, de fé, de contemplação, etc.&#34; Em uma definição mais clássica, &#34;designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.&#34; No Dicionário Informal da Internet, encontramos: A Egrégora pode ser perceptível ou imperceptível, dependendo da sensibilidade de cada um. Forma-se pela participação de várias pessoas num determinado ambiente. Modo geral é perceptível em cerimônias, quando &#34;sentimos&#34; o ambiente psicológico presente, as energias emanadas de cada vibrando em torno de nós ou sobre nós. Referem-se a elas religiões, seitas, associações, grupos de filosofia, reuniões de trabalho, etc. Já o termo em latim, sugere: gregariu: que faz parte da grei, congregação, sociedade, conjunto de pessoas. Todavia existem Egrégoras positivas e negativas. Poderosas, e as que não produzem nada. Ou melhor, nada de relevante para a pessoa ou para o grupo ao qual esteja participando em dado momento. Se neste grupo prevalece uma liderança negativa e altamente influenciadora, a tendência é se produzir uma força mental destrutiva. Se, ao contrário, ela produzirá efeitos positivos e benéficos a todos. &#34;Assim, uma pessoa psiquicamente equilibrada e com pensamentos positivos, cria uma egrégora positiva. Do mesmo modo, uma pessoa desequilibrada emocionalmente e negativa cria uma egrégora negativa&#34; – como citado em &#34;Consciência cósmica&#34; pelo professor Adhemar Ramos. Trazendo o assunto para o campo da vida comum, vejam o exemplo do comportamento de uma torcida em um estádio. Se a equipe apresenta em bom desempenho na partida, tudo corre bem na geral. No entanto se &#8230; <a href="http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/03/egrgora-voc-sabe-o-que-isso/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center>
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</center></p><p><img style="border-right-width: 0px;float: none;border-top-width: 0px;border-bottom-width: 0px;margin-left: auto;border-left-width: 0px;margin-right: auto" border="0" alt="Egrégora: Você Sabe o Que é Isso?" src="http://novonarede.com.br/blog/wp-content/uploads/egregora.jpg" width="560" height="420" /> </p>
<p align="justify">Olá! Me chamo Guaraci Celso Primo, mas pode me chamar de Guara. Sou Bacharel em Administração, ex-previdência e ex-BB. &quot;Obcecado pela verdade e com pretensão de ser útil de&#160; alguma forma. Gosto de literatura, cinema, futebol, humor e filosofia&quot;, criador e editor do <a href="http://www.seuguara.com.br/" rel="nofollow"  target="_blank">Blog do Guara</a> e a partir de hoje estarei aqui no <a href="http://www.novonarede.com.br/blog" target="_blank">Novo na Rede</a> para falar sobre <strong>Literatura</strong>. E para começar vamos falar sobre:</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<h3 align="justify">Egrégoras</h3>
<p align="justify">Quando se reúnem duas ou mais pessoas com a mesma finalidade, com um objetivo definido e uma meta comum, é quase certo que um resultado positivo aparecerá. A concentração mental positiva e a energia individual de cada pessoa, somada a das outras formará uma aura criadora. O resultado será a concretização do objetivo proposto, conforme a vontade e a intensidade mental de cada participante do grupo.</p>
<p align="justify">Inevitavelmente o ser humano estará envolvido solidariamente a alguma ação coletiva em todas as atividades sociais. A somatória da energia física e mental existente nas empresas, nas instituições, nos hospitais, nas escolas, nas igrejas, nos clubes, em fim onde existe um certo número de pessoas concentradas em uma única e qualquer atividade, resultará no fenômeno que a Ciência chama de Egrégora. Que será tão grande quanto for a vontade e a força mental de cada pessoa, nos diversos agrupamentos.</p>
<p align="justify">O termo Egrégora provém do grego &quot;Egregoroi&quot;, &quot;significando envolvimento, estado de espírito resultante de fatores internos e externos. Música, odor, misticismo, em suma a conjugação de diversos fatores criando no indivíduo um estado emocional próprio, de fé, de contemplação, etc.&quot; Em uma definição mais clássica, &quot;designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.&quot; </p>
<p align="justify">No <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/buscar.php?palavra=egr%E9gora&amp;x=0&amp;y=0" rel="nofollow"  target="_blank">Dicionário Informal da Internet</a>, encontramos: </p>
<p align="justify"><i>A <strong>Egrégora</strong> pode ser perceptível ou imperceptível, dependendo da sensibilidade de cada um. Forma-se pela participação de várias pessoas num determinado ambiente. Modo geral é perceptível em cerimônias, quando &quot;sentimos&quot; o ambiente psicológico presente, as energias emanadas de cada vibrando em torno de nós ou sobre nós. Referem-se a elas religiões, seitas, associações, grupos de filosofia, reuniões de trabalho, etc. </i></p>
<p align="justify">Já o termo em latim, sugere: </p>
<p align="justify"><i>gregariu: que faz parte da grei, congregação, sociedade, conjunto de pessoas. </i></p>
<p align="justify">Todavia existem Egrégoras positivas e negativas. Poderosas, e as que não produzem nada. Ou melhor, nada de relevante para a pessoa ou para o grupo ao qual esteja participando em dado momento. Se neste grupo prevalece uma liderança negativa e altamente influenciadora, a tendência é se produzir uma força mental destrutiva. Se, ao contrário, ela produzirá efeitos positivos e benéficos a todos. &quot;Assim, uma pessoa psiquicamente equilibrada e com pensamentos positivos, cria uma egrégora positiva. Do mesmo modo, uma pessoa desequilibrada emocionalmente e negativa cria uma egrégora negativa&quot; – como citado em &quot;Consciência cósmica&quot; pelo professor Adhemar Ramos.</p>
<p align="justify">Trazendo o assunto para o campo da vida comum, vejam o exemplo do comportamento de uma torcida em um estádio. Se a equipe apresenta em bom desempenho na partida, tudo corre bem na geral. No entanto se vai mal, surgem as vaias que influem negativamente nos jogadores. Dizem os entendidos que o time que joga em casa leva certa vantagem sobre o adversário. Obviamente por ter a torcida em maior número, cria um incentivo, uma força mental maior do que a da torcida adversária, que influenciará positivamente a equipe para a vitória.</p>
<p align="justify">Tudo estaria ligado à força de vontade e na concentração mental de cada um em ver o resultado que se almeja, concretizado. </p>
<p align="justify">Pensemos nisso. Pensemos bem.</p>
<p align="justify"><em>Imagem: </em><a href="http://www.flickr.com/photos/serrasclimb/3776421212/" rel="nofollow"  target="_blank"><em>Serras Photography</em></a></p>
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