Ética Profissional – Mera Formalidade?


Ética Profissional - Mera Formalidade?

Há quase 7 anos, sou funcionária pública municipal e atuo na área de educação, mas possuo larga experiência em atividades desenvolvidas em empresas privadas de grande porte. Estou no mercado de trabalho desde o início da minha juventude!

Antes que você pense que isso aqui seja a introdução de um belo curriculum profissional, vou logo me explicando: não é nada disso que você está imaginando...

Eu estava aqui justamente pensando com os meus botões que a ética profissional deve estar presente em qualquer ramo de atividade, seja no setor público ou privado. E comecei então a me lembrar de situações onde ela (a ética) foi consideravelmente benéfica e necessária em minha vida profissional. E isso vai muito além das regras que podem estar escritas em papéis.

 

Ser Ético no Ambiente de Trabalho

Ser ético no ambiente de trabalho (e também em sua vida pessoal) é uma virtude, mas apesar de trazer uma satisfação pessoal muito grande ao longo do tempo, pode vir a trazer também muitas decepções. Contraditório, não?

Mas acontece. Quando a gente tenta agir certo, dentro das normas, ter atitudes coerentes com as atribuições do seu cargo, ser gentil com aqueles que precisam dos seus préstimos e, sobretudo, ser um profissional ético, muitas vezes você acaba sendo mal visto por algumas pessoas, dentro ou fora da instituição à qual você presta o seu serviço. Na verdade, muitas pessoas não dão a mínima para esse tipo de postura adotada por você. Esse mal começa a se propagar no exato momento no qual você se recusa a participar de certos comportamentos ou atitudes fora do padrão, que você certamente não teria frente a um funcionário de nível hierárquico superior ao seu, por exemplo.

 

Caretice?

Pode até ser. Mas isso não se aplica aos momentos de descontração. Você pode ser ético e muito agradável com todos. Você pode brincar, rir das bobagens que acontecem ao longo do dia no ambiente de trabalho, entrar no jogo com toda naturalidade do mundo. Mas tudo tem seu momento certo, afinal.

Se ser um profissional ético já não é fácil, imagine só se um colega seu te coloca numa situação desse tipo: propor coisas IMPOSSÍVEIS de serem praticadas por você...

Acho o cúmulo da falta de respeito à sua conduta, principalmente se esses colegas já conhecem a sua forma de trabalho e já tem uma noção dos seus valores, adquiridos através de uma vivência que só você mesmo pode saber. E se é assim, por que então insistir na questão?

Sou daquelas pessoas que ainda acha que ser um cidadão ético, traz muito mais ganhos do que perdas na vida. A gente erra sim, mas sendo ético, você não corre tanto o risco de ser injusto com alguém. Ou será que corre?

No ambiente de trabalho ou fora dele, vale a reflexão. Vamos dividir as opiniões?

Imagem: Mentes Brilhantes

Viviane Righi
Mãe, profissional dedicada, dona de casa, esposa, amiga, internauta e mulher. Criadora e editora do blog  Fluindo o Olhar.

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10 ideias sobre “Ética Profissional – Mera Formalidade?

  1. Jornalista, eu??? Amiga, você é muito gentil!
    Na realidade, escrever para mim é uma forma de relaxar, de descontrair um pouco. Faço por gostar mesmo…

    A jornalista aqui é você, e vindo de você, já fico muito feliz pelo elogio!

    Um abração e até já!!!!

    Vivis

  2. Nossa amiga. Cada dia que passa você me surpreende mais.Seu texto está maravilhoso e muito bem escrito. Ele é um convite à reflexão sobre nossas relações interpessoais, seja elas no trabalho ou em nossa vida pessoal.

    Parabéns por esse trabalho tão lindo. Tenho certeza que esse texto chamará a atenção de muitas pessoas à repensarem suas práticas diárias.

    Beijos!

  3. Sempre gostei de ser etica,acho que isso ajuda muito,é uma maneira de respeitar os colegas como quero ser respeitada,apesar de que se percebe claramente que muitos não vlorizam a ética,é uma pena que isso aconteça.

  4. “Há quase 7 anos, sou funcionária pública municipal e atuo na área de educação”.

    Vivi, estou há pouco mais de 10 anos na mesma condição. E já atuei também na rede privada.

    Posso dizer que concordo contigo e acrescento: a ética profissional, em muitos setores, é algo inexistente ou apenas funciona como fachada. Não vou dizer que em todos os setores públicos a coisa é “escancarada”, mas já presenciei diversas situações de assédio moral e abuso de poder, sem falar na bajulação nojenta que é facilmente encontrada nas repartições. Sob a justificativa da “competitividade”, parece que a ética é deixada para segundo, terceiro plano.

    É curiosíssimo: quem procura trabalhar, ficando “na sua” apenas cumprindo sua função é logo vítima de inveja, de fofocas e rótulos como “que pessoa estranha”. Há quem faça do local de trabalho uma extensão da própria casa – tudo bem que é preciso sentir-se bem no trabalho, mas tem coisas que sáo exageradas…!

    Portanto, o melhor é seguir com a postura ética e profissional no ambiente de trabalho, pois sempre há aqueles que reconhecem um bom profissional – e mesmo que não houvesse, certas convicções são necessárias.

    Beijo!

  5. Estou no mesmo barco que você e o Jaimão. Com um detalhe: em setembro, faço 12 anos de funcionalismo público. Esse foi o meu primeiro emprego, já que, durante a faculdade, fiz apenas alguns estágios que não podem ser considerados empregos de verdade. Trocando em miúdos: minha vida profissional se resume ao serviço público. E tive sorte de, ao longo dos anos, esbarrar com pessoas comprometidas com a profissão. Até conheci uns e outros que passavam longe da “ética profissional”, mas, graças a Deus, nenhum deles fez parte da minha panelinha… hehehehe!

    Falou e disse, Vivi! Assinadíssimo embaixo! Aliás, ética em todos os setores da vida! Que tal começar uma campanha por isso, hein?

    Beijão! Tamos sumidos, né?

    =)

  6. Viv, seu texto está realmente muito bom. E a ética é mesmo uma faca de dois gumes. Mas, é como você disse: “A gente erra sim, mas sendo ético, você não corre tanto o risco de ser injusto com alguém. Ou será que corre?”. Acho que, sendo ético, a gente erra menos, se envolve em menos “picuinhas” e é melhor reconhecido e mais respeitado no ambiente de trabalho. Claro que não devemos ser rígidos demais pra não causar antipatia aos demais. Devemos saber dosar todas as coisas: nem demais, nem de menos.

    Abraços!

  7. Candelabro Italiano (Rome Adventure),na minha opinião e,com certeza,em milhares de outras,em todo o mundo,é o melhor e mais romântico filme de aventura amorosa em belíssimos cenários da Itália,principalmente Roma,Florença, Lago Maggiore e outros ícones turísticos,já produzido.Uma beleza que mexe com a alma e o coração de todos nós. Se não acreditar no que digo, então procure ver o filme,cuja trilha sonora,ainda hoje,é um sucesso mundial,cantada pelo famoso Emílio Pericolli – Al Di Lá…

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